Um vídeo divulgado pelo Programa do Pop, da TV Cidade Verde, mostra o empresário Carlos Alberto de Araújo, marido da prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), aparentemente contando uma grande quantidade de dinheiro em espécie. As imagens exibem montes de notas de R$ 50 e R$ 100, mas não informam quando o vídeo foi gravado nem em qual contexto ocorreu a gravação.
Durante a exibição, o apresentador Everton Pop afirmou que não estava acusando o empresário de corrupção, mas disse que decidiu tornar o material público devido à repercussão do conteúdo. Ele também provocou Carlos Alberto a se manifestar sobre o caso.
Carlos Alberto chegou a ser nomeado secretário de Assuntos Estratégicos no início da atual gestão municipal. No entanto, foi exonerado após a aprovação de uma lei na Câmara Municipal que passou a exigir nível superior para ocupação de cargos no Executivo. Apesar de o Tribunal de Justiça ter posteriormente revogado a norma, ele não voltou ao cargo.
Mesmo sem função oficial na administração, Carlos Alberto é apontado como uma pessoa influente na gestão da prefeita Flávia Moretti, atuando como conselheiro político da esposa.
A divulgação do vídeo ocorre em meio a uma crise política em Várzea Grande. Nos últimos meses, a prefeita enfrenta embates institucionais com o presidente da Câmara Municipal, Wanderley Cerqueira (MDB), além da renúncia do vice-prefeito Tião da Zaeli (PL), que deixou o cargo após divergências com a chefe do Executivo.
Nesta semana, o desembargador Orlando Perri autorizou o Núcleo de Ação de Competências Originárias (NACO) a investigar Flávia Moretti por supostas irregularidades no Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG).
Outro lado
Por meio de nota, Carlos Alberto afirmou que não é possível confirmar com segurança que ele seja a pessoa retratada nas imagens. Segundo o empresário, caso o vídeo seja realmente relacionado à sua pessoa, trata-se de um registro antigo, ligado a atividades privadas e profissionais no âmbito empresarial.
“É lamentável que imagens descontextualizadas, de baixa nitidez e sem comprovação segura de origem, data, local ou finalidade sejam utilizadas para produzir ilações indevidas e promover desgaste político ou pessoal”, declarou.
O empresário informou ainda que a assessoria jurídica avalia medidas cabíveis diante da divulgação das imagens e das interpretações atribuídas ao conteúdo.






