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Operação cumpre 20 mandados e mira facção envolvida com tráfico de drogas

Ação da Polícia Civil resultou em prisões, apreensão de dinheiro e drogas, além do bloqueio de contas bancárias dos investigados

Divulgação/PJC

A Polícia Civil deflagrou, nesta quarta-feira (15), a Operação Catalunha para cumprimento de 20 mandados judiciais contra integrantes de uma facção criminosa instalada em Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá.

Ao todo, foram cumpridos 16 mandados de prisão preventiva, além do bloqueio de diversas contas bancárias utilizadas para movimentação e ocultação de valores oriundos do tráfico de drogas. Durante o cumprimento das ordens judiciais, os policiais apreenderam grande quantia em dinheiro e entorpecentes. Duas pessoas foram presas em flagrante.

As ordens foram expedidas pelo Poder Judiciário da Comarca de Tangará da Serra, com parecer favorável do Grupo de Atuação Especializado no Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Os alvos estavam concentrados, principalmente, na região do bairro Barcelona.

A operação contou com a participação de 60 policiais civis, 15 viaturas e apoio do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer). Segundo a Polícia Civil, a ação integra uma estratégia contínua de repressão qualificada, com foco na desarticulação de organizações criminosas e responsabilização penal dos envolvidos.

Investigação

As investigações começaram em janeiro de 2026, conduzidas pela equipe de inteligência da Delegacia Regional e pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da 1ª Delegacia de Polícia de Tangará da Serra. O objetivo era apurar a atuação de uma organização criminosa estruturada voltada ao tráfico de drogas e à associação para o tráfico no município.

Durante as diligências, foram reunidas provas que indicam a existência de um grupo com estrutura hierarquizada e divisão de tarefas, atuando de forma coordenada na prática dos crimes.

O avanço das investigações ocorreu após o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em dezembro de 2025, que permitiu identificar outros integrantes e aprofundar as apurações.

De acordo com a Polícia Civil, os investigados desempenhavam funções que iam desde a comercialização e logística até o financiamento e suporte operacional das atividades ilícitas.

Além das prisões, o bloqueio das contas bancárias foi determinado para enfraquecer financeiramente a organização criminosa e interromper o fluxo de recursos do tráfico.

O delegado responsável pelo caso, Ivan Albuquerque, afirmou que a operação representa um avanço no enfrentamento ao crime organizado. “A operação desmantelou um grupo criminoso. É um avanço significativo no enfrentamento ao crime organizado. O tráfico de drogas não vai prosperar nesta região”, disse.

A ação faz parte do planejamento da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas), coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e da Diretoria de Operações Integradas e Inteligência (Diopi). O objetivo é integrar forças policiais em todo o país para combater organizações criminosas de forma estratégica e contínua.

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