A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta terça-feira (28), mais uma etapa da Operação Cesin para cumprimento de mandados de busca e apreensão domiciliar e afastamento de sigilo de dados telemáticos em Cuiabá e Lucas do Rio Verde. A ação tem como alvo pessoas investigadas por crimes cibernéticos relacionados à produção, transmissão e armazenamento de arquivos digitais contendo exploração sexual infantil.
A operação faz parte da Operação Nacional Proteção Integral IV, coordenada pela Polícia Federal, que integra um esforço internacional denominado Operação Internacional Aliados pela Infância VI. A mobilização ocorre de forma simultânea em 16 países, com cumprimento de mandados em múltiplas jurisdições no enfrentamento de crimes transnacionais que violam a dignidade sexual de crianças e adolescentes.
No cenário internacional, foram cumpridos mandados em países como Argentina, Panamá, Paraguai, Costa Rica, Porto Rico, Honduras, Peru, Uruguai, Guatemala, República Dominicana, Espanha e França. No Brasil, a operação contabilizou 172 mandados de busca e apreensão.
Em âmbito nacional, foram cumpridos 156 mandados de busca e apreensão em todas as unidades da federação, além de 16 mandados de prisão preventiva. Também foram registradas prisões em flagrante e o resgate de vítimas. Ao todo, 738 policiais participaram da ação, sendo 491 federais e 247 civis.
Em Mato Grosso, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, coordenados pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), com apoio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Lucas do Rio Verde.
As investigações apontaram a atuação dos suspeitos na produção de material pornográfico envolvendo crianças e adolescentes, com imagens registradas e posteriormente compartilhadas pela internet. Os conteúdos eram armazenados em dispositivos como celulares, tablets e computadores, que são alvo das buscas para apreensão e perícia.
As condutas investigadas estão previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/90). A produção de material pornográfico envolvendo menores pode resultar em pena de reclusão de 4 a 8 anos. A transmissão desse conteúdo prevê pena de 3 a 6 anos, enquanto o armazenamento pode resultar em reclusão de 1 a 4 anos, além de multa.
Segundo o delegado titular da DRCI, Sued Dias da Silva Junior, o combate a crimes cibernéticos dessa natureza é uma prioridade permanente. Ele destacou que as ações buscam responsabilizar autores que utilizam a internet com falsa sensação de anonimato e reforçar o enfrentamento contínuo a esse tipo de crime.
A Operação Cesin é uma iniciativa permanente da Polícia Civil de Mato Grosso voltada ao combate à exploração sexual infantil. Já a Operação Nacional Proteção Integral IV reúne forças de segurança de todo o país, enquanto a Operação Internacional Aliados pela Infância VI representa um esforço global coordenado para repressão a crimes dessa natureza.


