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Meirelles defende corte de gastos e aponta emprego como chave para crescimento

Ex-ministro afirma que benefícios sociais não substituem geração de renda e cobra responsabilidade fiscal

Pedro Ivo/LIDE MT

O ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do Banco Central do Brasil, Henrique Meirelles, defendeu nesta terça-feira (14) maior rigor no controle das contas públicas como condição para a retomada do crescimento sustentável no país.

A declaração foi feita durante o fórum do LIDE Mato Grosso, realizado em Cuiabá, onde o economista analisou o cenário de inflação elevada e o impacto das políticas econômicas.

Ao comentar o aumento dos gastos públicos, Meirelles afirmou que a geração de empregos é o principal instrumento de inclusão social. “O melhor benefício social que existe é o emprego”, disse. Segundo ele, programas assistenciais têm relevância, mas não substituem a capacidade de geração de renda proporcionada pelo mercado de trabalho.

O ex-ministro também abordou a postura do setor produtivo diante da instabilidade econômica. Para ele, decisões empresariais devem ser baseadas em critérios técnicos e não em posicionamentos políticos. “O empresário por definição tem que ser pragmático. Não pode ser político. Ele tem que defender o interesse da própria empresa; se a demanda está subindo, ele investe”, afirmou.

Sobre o impacto da inflação no consumo, Meirelles destacou a importância da atuação do Banco Central no controle dos preços. Ele ressaltou que a autoridade monetária deve agir com independência, sem influência do calendário eleitoral.

“O governo vai ter que realmente segurar um pouco as despesas. O Banco Central vai tomar o treinamento necessário para segurar a inflação e não vai estar preocupado com o resultado da eleição”, concluiu.

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