A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão e proibiu o uso de um lote do medicamento Mounjaro após identificar irregularidades. A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (13).
O lote afetado é o D719674C. Segundo a Anvisa, foram encontradas inconsistências entre a embalagem externa e o conteúdo interno do produto. Enquanto a caixa apresentava um número de lote válido, a caneta no interior correspondia a outro lote, identificado como D838858.
Além disso, o rótulo da caneta apresentava sinais de falsificação, com dados divergentes dos registros da fabricante, a farmacêutica Eli Lilly. Diante das irregularidades, o produto foi classificado como adulterado.
Ainda conforme a agência, há indícios de que o lote tinha como destino mercados internacionais, como Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Catar. A presença do medicamento no Brasil com essas divergências motivou a adoção de medidas preventivas.
Com a decisão, fica proibido o armazenamento, comercialização, distribuição, importação e uso do lote em todo o país, tanto por pessoas físicas quanto jurídicas.
O Mounjaro é um medicamento injetável indicado para o tratamento de diabetes tipo 2. Ele contém a substância tirzepatida, que atua no controle da glicose no sangue. O remédio também ganhou popularidade por efeitos associados à perda de peso, como redução do apetite, aumento da saciedade e retardamento do esvaziamento gástrico.
A resolução também prevê ações contra outros produtos irregulares, incluindo itens sem registro e substâncias com suspeita de falsificação, como parte das fiscalizações voltadas à segurança sanitária no país.


