O ex-ministro e ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, anunciou nesta sexta-feira (17/10) sua saída do Partido Democrático Trabalhista (PDT), ao qual era filiado desde 2015. O político, que disputou a Presidência da República quatro vezes — em 1998, 2010, 2018 e 2022 —, agora avalia a possibilidade de se filiar ao PSDB ou ao União Brasil, com foco em uma eventual candidatura de oposição ao PT nas eleições do próximo ano.
Segundo relatos da própria assessoria, a decisão de deixar o PDT ocorreu após o partido ingressar na base do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, movimento que gerou desconforto ao ex-candidato. Ciro já havia demonstrado descontentamento em agosto, durante a convenção que formalizou a federação União-Progressista, em um aceno ao Centrão.
De acordo com informações publicadas pela coluna de Igor Gadelha, no Metrópoles, ainda em agosto houve acertos preliminares para que Ciro retornasse ao PSDB, partido pelo qual governou o Ceará de 1991 a 1994. Atualmente, o ex-ministro é cotado para disputar o Senado ou concorrer novamente ao governo do estado.
Com a saída do PDT, Ciro Gomes concentra esforços em definir sua nova filiação e fortalecer uma eventual candidatura que o coloque na oposição ao PT, mantendo presença estratégica no cenário político nacional.




