Mato Grosso confirma 1º caso de intoxicação por metanol; paciente perde a visão

Jovem de 24 anos está internado na UTI em Cuiabá após ingerir bebida alcoólica de procedência desconhecida. Um caso suspeito é investigado em Água Boa.

Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bairro Ipase, em Várzea Grande — Foto: Prefeitura de Várzea Grande

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) de Mato Grosso confirmou nesta quarta-feira (22) o primeiro caso de intoxicação por metanol no estado. O paciente é um jovem de 24 anos, que buscou atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, há cinco dias.

O jovem está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC) e já recebeu a primeira dose do antídoto. A Secretaria informou que ele não corre risco de morte, mas apresentou lesão ocular irreversível, uma das complicações mais graves da intoxicação.

Caso suspeito em investigação

Além do caso confirmado em Várzea Grande, há um caso suspeito em investigação, registrado no município de Água Boa. A suspeita surgiu após um morador relatar perda de visão.

O jovem contaminado deu entrada na UPA há cinco dias, com suspeita de intoxicação, e foi transferido para a capital. Ele apresentava turvação visual, confusão mental, dor abdominal, sonolência, lentidão e vômitos.

Aos médicos, o paciente informou ter ingerido bebida alcoólica de procedência desconhecida no dia 12, em um encontro com amigos na região do Parque do Lago.

Antídoto imediato

Ainda sem a confirmação laboratorial do diagnóstico, a equipe médica iniciou imediatamente a administração do antídoto Fomepizol. “Diante do quadro e seguindo o protocolo do Ministério da Saúde, foi iniciada imediatamente a administração do antídoto Fomepizol”, informou a prefeitura de Cuiabá em comunicado.

O tratamento de casos suspeitos de intoxicação por metanol deve ser iniciado com base na avaliação clínica, sem esperar pelos resultados laboratoriais, conforme protocolo nacional. O objetivo é evitar a progressão da condição e reduzir o risco de danos, como os neurológicos e visuais.

O Ministério da Saúde divulgou uma nota técnica com orientações atualizadas sobre o uso do Fomepizol 1 g/mL para profissionais e gestores da rede de urgência e emergência do Sistema Único de Saúde (SUS). O paciente segue internado e é constantemente monitorado pela equipe médica.

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