Aneel confirma bandeira vermelha patamar 1; veja quanto custará a energia em novembro

Classificação adiciona R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos e é justificada pela baixa nos reservatórios. Há expectativa de bandeira verde em 2026.

Consulta pública que definirá o impacto dos subsídios na conta de luz ficará aberta até 24 de janeiro Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil / Estadão

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira (31) que a bandeira tarifária para o mês de novembro será a vermelha patamar 1. Esta é a mesma classificação aplicada em outubro.

A bandeira vermelha patamar 1 representa um custo adicional de R$ 4,46 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos pelo consumidor.

Motivo da Cobrança Extra

A Aneel justificou a manutenção da bandeira vermelha devido ao volume de chuvas ainda abaixo da média, o que afeta negativamente o nível dos reservatórios e a capacidade de geração das usinas hidrelétricas.

Com a baixa na produção hídrica, torna-se necessário o acionamento das usinas termoelétricas. Essas usinas geram energia a um custo mais elevado.

“A geração solar é intermitente e não fornece energia de forma contínua, especialmente no período noturno e nos horários de maior consumo. Por isso, o acionamento das termoelétricas continua sendo essencial para atender à demanda”, explicou a Aneel.

Alívio à Vista

Apesar da bandeira vermelha em novembro, o consumidor pode ter um alívio na conta de luz nos próximos meses. A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) sinalizou uma tendência de arrefecimento:

  • Dezembro: Possível acionamento da bandeira amarela (custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh).
  • Primeiros meses de 2026: Projeção de bandeira verde, sem cobrança extra na conta.

Apesar das perspectivas positivas, a Aneel alertou que as projeções podem ser alteradas, visto que as expectativas de chuva têm piorado desde fevereiro deste ano.

Entenda o Sistema

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015. Seu objetivo é sinalizar para os consumidores os custos reais da geração de energia no país, permitindo que eles ajustem o consumo e atenuando o impacto financeiro nas distribuidoras.

As bandeiras são divididas em níveis de custo: verde (sem custo), amarela (custo moderado) e vermelha (custo mais alto, em dois patamares).

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