A influenciadora Aline Bardy Dutra, conhecida como “Esquerdogata”, se manifestou pela primeira vez nas redes sociais após ser presa em flagrante por injúria racial e desacato em Ribeirão Preto (SP) no último sábado (25).
Em um comentário feito em uma publicação de seu advogado, Aline negou a acusação de crime racial, mas admitiu ter sido arrogante.
“Não houve injúria racial. Reveja o vídeo quantas vezes necessárias. Sim, eu fui arrogante. Sim, eu tive uma falha elitista. Parecida com a fala que os policiais têm quando abordam alguém”, escreveu.
A influenciadora, que tem mais de 800 mil seguidores e é conhecida por conteúdos de análise política, afirmou que a demora em se pronunciar ocorreu por orientação jurídica e por “medo de falar qualquer coisa que me prejudica ainda mais”.
Alegação de Alcoolismo
O advogado de Aline, Robertho Bertoldo, se manifestou publicamente, afirmando que a cliente sofre de alcoolismo e buscará tratamento.
“A Aline não tem nada de racista. Jamais teve. Quem conhece a história dela sabe e comprova isso. Ela me autorizou e vou revelar para vocês que ela sofre de alcoolismo”, afirmou o advogado.
Segundo ele, a postura de Aline foi um “surto causado pelo medo que ela tem da violência da polícia” e que ela está envergonhada, desejando pedir desculpas.
O que diz o Relatório Policial
O crime de injúria racial teria ocorrido na madrugada de sábado (25), quando a influenciadora, com sinais de embriaguez, se aproximou de policiais militares que finalizavam uma fiscalização.
Aline teria dito a um policial: “Um preto querendo foder outro preto”. Questionada sobre a afirmação, a influenciadora teria mudado o foco para a “condição de classe” do militar.
A influenciadora foi presa após ofender e desacatar os PMs com frases de cunho preconceituoso sobre salário e cultura. Em mais de um momento, ela teria citado seu alcance nas redes sociais.
Aline Bardy Dutra foi solta em audiência de custódia e deve cumprir medidas cautelares, como não sair à noite ou frequentar determinados lugares.









