A declaração do governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), durante entrevista à rádio Band News nesta segunda-feira (3), gerou forte repercussão nacional ao classificar as ações de facções criminosas como atos de terrorismo. O governador também criticou o que chamou de tentativa de “humanizar criminosos” por parte de setores políticos e sociais.
Mendes adotou um tom contundente para descrever a atuação de grupos como o Comando Vermelho, que, segundo ele, controlam comunidades, impõem leis próprias e são responsáveis por centenas de mortes.
“Arrancam cabeças. Abrem corpos. Exibem metralhadoras em festas. Dominam comunidades inteiras com a força e o medo. Se isso não é terrorismo, o que é?”
— Mauro Mendes, governador de Mato Grosso.
O governador ainda questionou a ausência de reação de entidades de direitos humanos diante da violência do crime organizado, citando que mais de 40 mil assassinatos em 2023 tiveram ligação direta com essas facções. “Onde estão os defensores dos direitos humanos quando as vítimas são policiais, trabalhadores e crianças?”, indagou.
A fala de Mendes reacendeu o debate sobre o crescimento das facções e a fragilidade da legislação penal brasileira. Especialistas em segurança pública apontam que o avanço do crime organizado é um reflexo da falta de integração entre as políticas de segurança, justiça e sistema prisional, expondo a vulnerabilidade do Estado.




