Trump reduz tarifas sobre café, carne e açaí do Brasil em novo recuo na guerra comercial

Ordem executiva assinada nesta sexta-feira (14) retira taxação que chegava a 50% e tem efeito retroativo; medida ocorre após negociações bilaterais.

Andrew Harnik/Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta sexta-feira (14) uma ordem executiva que reduz as tarifas impostas por ele sobre produtos agrícolas. A decisão marca um novo recuo em sua guerra comercial e contempla diretamente exportações brasileiras.

A medida, divulgada pela Casa Branca, beneficia produtos do Brasil como café, carne bovina e frutas – a exemplo do açaí – que ainda estavam taxados em 50% pelos EUA.

Efeito Retroativo

De acordo com o governo norte-americano, a redução das tarifas tem efeito retroativo e passou a valer a partir da 00h01 dessa quinta-feira (13).

No documento, Trump justificou a decisão afirmando que recebeu “informações e recomendações adicionais de diversas autoridades”.

“Após considerar as informações e recomendações que me foram fornecidas por essas autoridades, o andamento das negociações com diversos parceiros comerciais, a demanda interna atual por certos produtos e a capacidade interna atual de produção de certos produtos, entre outros fatores, determinei que é necessário e apropriado modificar ainda mais o escopo dos produtos sujeitos à tarifa recíproca imposta pelo Decreto Executivo 14257”, diz o texto assinado por Trump.

Negociações Brasil-EUA

A redução das tarifas acontece um dia após a reunião entre o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em Washington.

Os dois diplomatas se reuniram na quinta-feira (13) para discutir resoluções sobre a taxação de produtos. Após o encontro, Vieira afirmou ter entregado uma “proposta geral” para tratar das alíquotas ao representante norte-americano.

A reunião bilateral seguiu-se a dois encontros anteriores entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. No último deles, ocorrido na Malásia, no final de outubro, os líderes abriram as portas para negociações comerciais entre os dois países.

A medida do governo Trump também coincide com uma investigação interna contra frigoríficos dos EUA, determinada pelo próprio presidente na semana passada, devido ao aumento nos preços da carne no mercado interno.

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