A Justiça de Mato Grosso determinou, nesta segunda-feira (17), a prisão de Lumar Costa da Silva, que ficou conhecido pelo assassinato da própria tia em 2019, em Sorriso. A ordem foi expedida pelo juiz Geraldo Fernandes Fidelis Neto, da Vara de Execuções Penais de Cuiabá, após o acusado descumprir condições impostas pela Justiça e ser envolvido em uma nova denúncia de violência doméstica.
Segundo a decisão, Lumar deixou a casa do pai — onde era obrigado a permanecer — e se mudou para Campinas (SP), onde vivia desde junho, após ter sido liberado do Hospital Psiquiátrico Adauto Botelho, em Cuiabá. A Justiça considerou que a nova conduta representa “grave violação” das regras e indica possível retomada de comportamento violento.
O magistrado destacou que, pelas circunstâncias e pela natureza da denúncia mais recente, a situação é considerada “de extrema gravidade”, especialmente diante do histórico do acusado. Para o juiz, os fatos sugerem “alteração do quadro psíquico e retorno da periculosidade ativa”, o que exige respostas imediatas para preservar a finalidade terapêutica e a segurança pública.
A decisão determina que a prisão seja cumprida com urgência. Lumar não poderá ser levado a uma unidade prisional comum e deve retornar ao Hospital Adauto Botelho.
Relembre o caso
Lumar foi preso em julho de 2019 pelo assassinato da tia, Maria Zélia da Silva, de 55 anos. O crime ganhou repercussão nacional pela extrema violência: após esfaquear a vítima diversas vezes, ele arrancou o coração dela e entregou o órgão à filha da mulher.
Em 2021, exames apontaram que ele era inimputável, e a Justiça determinou que cumprisse medida de segurança em regime de internação. Em junho deste ano, um laudo técnico e um relatório multiprofissional indicaram melhora clínica, autorizando que ele continuasse o tratamento em regime ambulatorial.




