Programa Tolerância Zero retira quase 4 mil celulares de presídios de MT em um ano

Ações contra facções criminosas resultaram em mais de mil operações e apreensões em 41 unidades prisionais

Sejus

Criado para o enfrentamento às facções criminosas em Mato Grosso, o programa Tolerância Zero completou um ano de atividades com a realização de 1.048 operações no Sistema Penitenciário estadual. As ações resultaram na retirada de milhares de materiais ilícitos, principalmente celulares usados por presos para se comunicar com o lado externo e ordenar crimes.

De acordo com dados da Secretaria de Justiça (Sejus), entre novembro do ano passado e dezembro deste ano foram apreendidos 3.747 celulares e 1.457 chips de telefonia dentro das unidades prisionais. O programa foi lançado em 2024 pelo Governo do Estado e, segundo a pasta, trouxe reflexos diretos para a segurança pública e para o sistema de justiça.

Além dos celulares, as operações também resultaram na apreensão de 7.259 porções de drogas, 1.579 carregadores, 59 drones e 526 armas artesanais. As ações ocorreram nas 41 unidades prisionais de Mato Grosso. A Penitenciária Central do Estado, maior unidade prisional, concentrou 196 operações de segurança.

O secretário de Justiça, Vitor Hugo Bruzulato, afirmou que o combate às facções passa pela reestruturação da política penitenciária e pelo fortalecimento da segurança interna das unidades. Segundo ele, o trabalho da Polícia Penal tem sido contínuo para ajustar procedimentos, reforçar a disciplina e reduzir a criminalidade no Estado.

Entre as estratégias usadas por criminosos para burlar a segurança está o uso de drones para lançar celulares e drogas dentro dos presídios. Em pouco mais de um ano, 59 equipamentos foram apreendidos. A Penitenciária de Rondonópolis se destacou nesse enfrentamento, com 45 drones apreendidos somente neste ano após o reforço da vigilância.

Um levantamento da Sejus também apontou que cerca de 85% das unidades prisionais, o equivalente a aproximadamente 34 das 41 existentes no Estado, passaram os últimos seis meses sem registrar apreensões de materiais ilícitos ou tiveram apenas um flagrante no período analisado. Em 18 unidades, não houve nenhum registro de apreensão.

Entre as unidades sem registros de materiais ilícitos estão os Centros de Detenção Provisória de Peixoto de Azevedo e Lucas do Rio Verde, unidades femininas de Nortelândia, Colíder, Arenápolis e Cáceres, além das cadeias masculinas de Araputanga, Chapada dos Guimarães, São Félix do Araguaia, Mirassol d’Oeste, Nobres, Porto Alegre do Norte e a Colônia Penal Agrícola das Palmeiras.

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