Operação mira fraude que gerou mandados de prisão falsos contra Lula e Moraes

Criminosos teriam usado credenciais comprometidas para tentar criar mandados de prisão falsos em sistemas do Judiciário

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante entrevista à TV Verdes Mares. Fortaleza (CE) Foto: Ricardo Stuckert / PR Ricardo Stuckert / PR - 03.12.2025

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) deflagrou, nesta quinta-feira (5), uma operação para combater fraudes cibernéticas direcionadas ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A ação foi realizada pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos, em conjunto com o Núcleo de Inteligência do Tribunal de Justiça de Goiás.

Segundo as investigações, os suspeitos teriam utilizado de forma indevida sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Poder Judiciário goiano para tentar criar mandados de prisão falsos contra as autoridades.

O CNJ registrou, no dia 22 de janeiro deste ano, uma tentativa de expedição de mandado de prisão contra o presidente Lula e o ministro Alexandre de Moraes. O magistrado já havia sido alvo de uma invasão hacker em 2023, quando o hacker Walter Delgatti Neto expediu um mandado falso contra ele, a mando da então deputada federal Carla Zambelli (PL-SP).

Em nota, o Conselho Nacional de Justiça esclareceu que o episódio recente não se tratou de uma invasão hacker, mas de uso indevido do sistema por meio de credenciais comprometidas.

“As ações foram realizadas por meio de credenciais de acesso comprometidas, pertencentes a usuários de tribunais, em decorrência de roubo de credenciais, utilizadas de forma indevida no sistema. Não houve invasão, violação ou comprometimento dos sistemas do CNJ. A alteração não resultou na expedição de mandados contra as autoridades mencionadas. O incidente foi identificado, tratado e os dados foram devidamente corrigidos”, informou o órgão.

A Polícia Civil segue com as investigações para identificar os responsáveis pelas fraudes e apurar a extensão das irregularidades.

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