Dilmar Dal Bosco avalia deixar União Brasil e aguarda diálogo com Mauro Mendes e Jayme Campos

Deputado diz que decidirá sobre troca de partido até o fim da janela partidária, que se encerra em abril.

Reproduçãp

O líder do Governo na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado estadual Dilmar Dal Bosco (União Brasil), afirmou que vai conversar com o governador Mauro Mendes e com o senador Jayme Campos antes de definir se permanecerá ou deixará o partido.

A decisão deverá ocorrer dentro do prazo da janela partidária, que começou na última semana e segue até o dia 4 de abril. O período permite que deputados estaduais e federais troquem de partido sem perder o mandato, conforme prevê a legislação eleitoral.

Segundo o parlamentar, ele recebeu convites para se filiar a outras siglas, entre elas o Podemos, liderado pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi; o PRD, presidido pelo ex-secretário Mauro Carvalho; e o Republicanos, ligado ao vice-governador Otaviano Pivetta.

Dilmar afirmou que pretende discutir o assunto com as principais lideranças do União Brasil antes de tomar uma decisão.

“Eu estou analisando, vou ver, vou sentar com o governador Mauro Mendes para tratar internamente, e com o senador Jayme Campos, que são as lideranças maiores do nosso partido, do União Brasil”, disse.

O deputado destacou que a escolha será feita em conjunto com seu grupo político e dentro do prazo legal da janela partidária.

“Vou analisar, e tem até o dia 3 ou 4 de abril para a definição de qual procedimento ou qual é o engajamento que eu vou fazer para disputar a reeleição de deputado estadual”, afirmou.

De acordo com o parlamentar, a possibilidade de deixar o partido está relacionada a questionamentos internos feitos por colegas da sigla. Ele, no entanto, não detalhou o teor das críticas.

“Por questionamento interno de alguns colegas deputados ou alguém que me questionou, eu não me senti bem. Eu acho que eu tenho hoje partido para eu ir, sem problema nenhum”, explicou.

Dilmar também afirmou que aliados políticos que pretendem disputar vaga na Assembleia Legislativa poderão acompanhá-lo em uma eventual mudança de partido.

No mês passado, o deputado teve um atrito público com o deputado Eduardo Botelho (União Brasil). A divergência ocorreu após Dilmar assumir a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia e não incluir Botelho como membro da comissão.

Botelho pretendia permanecer na presidência da CCJ e, após o episódio, deixou o bloco partidário interno que compunha com Dilmar. Posteriormente, ele foi indicado pela deputada Janaina Riva para integrar a comissão, considerada a mais importante do Legislativo estadual, responsável por analisar todos os projetos antes da votação em plenário.

Dilmar também informou ao governador Mauro Mendes que, caso deixe o União Brasil, deverá entregar a função de líder do Governo na Assembleia, cargo que exerce há cerca de sete anos na gestão estadual.

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