Filho de Lula é citado em investigação da PF e diz que está disposto a depor

Fábio Luís Lula da Silva mora na Espanha e afirma que pode retornar ao Brasil; defesa nega envolvimento em irregularidades

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, teve os sigilos quebrados pela CPMI do INSS Reprodução/RECORD

Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi citado em investigações da Polícia Federal relacionadas a possíveis fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Atualmente, ele reside em Madri, na Espanha, onde vive desde 2024.

O nome do empresário aparece em uma conversa atribuída a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, investigado no caso. Em diálogo com a empresária Roberta Luchsinger, Antunes menciona ter realizado pagamentos ao “filho do rapaz”, expressão que, segundo investigadores, pode se referir a Lulinha.

De acordo com pessoas próximas ao empresário, ele está disposto a retornar ao Brasil para prestar depoimento presencial. Ainda segundo essas fontes, Lulinha já teria comunicado ao ministro André Mendonça, relator do inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), que pode comparecer quando for solicitado.

O empresário deve informar à Polícia Federal que teve passagens pagas por Antunes em uma viagem a Portugal, realizada em junho de 2024. Segundo a defesa, a viagem teve como objetivo avaliar uma proposta de negócio envolvendo uma fábrica de cannabis medicinal, que não chegou a ser concretizada.

A defesa afirma que Lulinha não possui conhecimento sobre eventuais esquemas investigados e que sua colaboração com as autoridades representa uma tentativa de contribuir com o esclarecimento dos fatos.

O caso também inclui a quebra dos sigilos fiscal e bancário do empresário pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. De acordo com dados divulgados, ele movimentou cerca de R$ 19,5 milhões entre 2022 e 2026, em mais de 1,5 mil transações bancárias.

Desse total, R$ 9,7 milhões correspondem a entradas e R$ 9,75 milhões a saídas. Entre os valores recebidos, constam R$ 721,3 mil oriundos do presidente Lula, divididos em três transferências. A defesa sustenta que os repasses se referem a adiantamento de herança.

As investigações seguem em andamento no âmbito da Polícia Federal e do Supremo Tribunal Federal.

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