Ibama autoriza abate de pirarucu em MT após classificar espécie como invasora

Pesca está liberada o ano todo e sem limite; peixe não pode ser devolvido à água

Bernardo Oliveira/Instituto Mamirauá

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorizou, nesta quinta-feira (19), a pesca, captura e abate do pirarucu em Mato Grosso, incluindo áreas do Pantanal, após classificar a espécie como invasora na região.

A medida vale para toda a Região Hidrográfica do Paraguai, que abrange municípios como Cáceres e Poconé. Nessas áreas, o pirarucu não é nativo e pode provocar desequilíbrios ambientais.

A norma, publicada no Diário Oficial da União (DOU), libera a captura durante todo o ano, sem limite de tamanho ou quantidade. O Ibama também determina que os exemplares capturados não podem ser devolvidos à água, sendo obrigatório o abate.

Segundo o órgão, a presença do pirarucu fora da Amazônia representa risco ao ecossistema, já que a espécie pode predar peixes nativos, alterar a cadeia alimentar e reduzir a biodiversidade. Além disso, o animal não possui predadores naturais nessas regiões.

De acordo com as autoridades, a introdução do pirarucu ocorre de forma irregular, seja por soltura ilegal ou por acidentes envolvendo tanques e criadouros próximos a rios e lagoas.

Casos semelhantes já foram registrados em outras regiões do país, como no Lago Paranoá, no Distrito Federal, onde exemplares de grande porte foram identificados.

O Ibama informou ainda que irá intensificar ações de educação ambiental para prevenir a introdução de espécies exóticas em bacias hidrográficas onde não são naturais.

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