O governador Mauro Mendes (União) afirmou que não tem responsabilidade pelo aumento da população carcerária em Mato Grosso e destacou que o Estado criou quase 7 mil novas vagas em presídios desde 2019.
A declaração foi feita após a divulgação de um levantamento do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Penitenciário e Socioeducativo (GMF-MT), que apontou crescimento de 66,6% no número de presos nos últimos dez anos.
Segundo o estudo, a população em regime fechado passou de cerca de 9,6 mil detentos em 2016 para aproximadamente 16 mil em 2026, número mais que o dobro da média nacional de crescimento no período.
O relatório também aponta que 18 das 41 unidades prisionais do estado estão impedidas de receber novos detentos devido à superlotação. Outras oito ainda recebem presos, mas operam acima da capacidade.
Mauro Mendes afirmou que, ao assumir o governo, Mato Grosso tinha pouco mais de 6 mil vagas para mais de 11 mil presos. Atualmente, são 12.947 vagas para cerca de 16 mil detentos.
“O problema é que os bandidos continuam praticando muito crime, e a polícia aumentou a sua eficiência, está prendendo muita gente”, declarou.
O governador também destacou o custo elevado do sistema prisional e afirmou que não é possível direcionar todos os recursos públicos para a área.
“Eu não posso pegar todo o dinheiro do cidadão, tirar dinheiro da escola, de hospitais para colocar em presídio”, disse.
Segundo Mendes, novas unidades estão em construção e há previsão de ampliação dentro de um cronograma já definido.
Apesar da superlotação, o governador afirmou que houve melhora nos índices. De acordo com ele, a taxa que antes ultrapassava dois presos por vaga hoje está entre 1,2 e 1,3.
Ele também defendeu a atuação das forças de segurança e disse que o aumento das prisões reflete o trabalho das polícias no combate à criminalidade.




