A Justiça de Santa Catarina marcou para o dia 14 de maio o júri de Arthur Filipovitch Ferreira, empresário mato-grossense acusado de tentar matar o cunhado, Rodrigo Bueno Coutinho Muller, e o sogro, Ricardo Beppler, em janeiro de 2025, na capital catarinense.
A decisão, assinada em 17 de março, também rejeitou pedidos da defesa, como a oitiva de testemunha por videoconferência e a convocação de peritos criminais para depor em plenário.
Ao negar a participação de testemunha à distância, o magistrado destacou que o Tribunal do Júri é um ato essencialmente presencial e que eventuais falhas tecnológicas poderiam comprometer a sessão, inclusive com a dissolução do conselho de sentença.
O juiz também indeferiu o comparecimento dos peritos, apontando que a defesa não apresentou previamente os quesitos técnicos, conforme prevê o Código de Processo Penal. Segundo a decisão, eventuais esclarecimentos podem ser feitos por meio de laudos complementares, sem necessidade de interrupção dos trabalhos em plenário.
Para o julgamento, foi autorizada a apresentação de uma faca e de uma corda apreendidas durante as investigações. Os objetos deverão ser encaminhados pela Delegacia de Polícia e ficarão à disposição da Justiça.
De acordo com o boletim de ocorrência, o caso teve início após uma tentativa de retirada de Arthur da residência onde ele estaria morando sem pagar aluguel. Rodrigo acionou o padrasto, Ricardo Beppler, para ajudá-lo na ação.
Durante o confronto, houve luta corporal. Ricardo foi morto, enquanto Rodrigo foi atacado e sobreviveu. Conforme decisão anterior, Arthur foi absolvido da acusação de homicídio contra o sogro, sob o entendimento de legítima defesa.
O réu permanece respondendo pela tentativa de homicídio contra o cunhado.




