Operação mira perfis anônimos suspeitos de ataques e extorsão em redes sociais em MT

Alvos são investigados por cyberbullying, ameaças e difamação contra moradores de Confresa, incluindo adolescente

Reprodução

A Polícia Judiciária Civil deflagrou, nesta quarta-feira (25), a Operação Iacobus 3:5 para cumprir mandados de busca e apreensão em Confresa, no nordeste de Mato Grosso, contra responsáveis por perfis anônimos suspeitos de disseminar ataques à honra de moradores nas redes sociais.

A ação é resultado de um inquérito instaurado em março de 2026, que apura crimes de ameaça, calúnia, difamação, injúria e extorsão praticados por meio de perfis no Instagram.

De acordo com as investigações, ao menos nove vítimas tiveram imagens e informações pessoais expostas, entre elas uma adolescente de 14 anos. As postagens, feitas entre novembro de 2025 e março de 2026, continham ofensas de cunho sexual, acusações de infidelidade, críticas à conduta profissional e ataques à dignidade das vítimas.

Além da exposição, os investigados também exigiam dinheiro para remover as publicações, configurando extorsão.

Após autorização judicial, a Polícia Civil obteve a quebra de sigilo de dados junto à empresa responsável pela plataforma, o que permitiu identificar os endereços de IP utilizados nos acessos aos perfis. O cruzamento das informações levou a duas residências em Confresa, onde foram cumpridos os mandados.

Durante a operação, foram apreendidos dispositivos eletrônicos que serão submetidos à perícia para extração de dados, incluindo conversas e históricos de acesso.

Segundo o delegado Rogério da Silva Irlandes, responsável pelo caso, a ação busca interromper a prática criminosa e responsabilizar os envolvidos. Ele destacou que crimes virtuais não são considerados de menor gravidade e podem resultar em penas superiores a seis anos de prisão, a depender das circunstâncias.

A operação segue em andamento, e os suspeitos poderão responder por ameaça, calúnia, difamação, injúria e, nos casos envolvendo menores, por intimidação sistemática, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente.

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