A senadora Margareth Buzetti (PP) afirmou, nesta quarta-feira (25), em entrevista ao site VG Notícias, que não ficou convencida pelas declarações do ex-governador Pedro Taques (PSB) durante depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado.
Segundo a parlamentar, há necessidade de apuração, mas, até o momento, as alegações não apresentam provas de irregularidades.
Ao comentar o acordo envolvendo R$ 447 milhões, Buzetti contestou a versão de que os valores estariam bloqueados. De acordo com ela, os recursos foram utilizados para pagamento de bancos após negociação de uma dívida que chegava a R$ 1,2 bilhão.
A senadora também questionou a denúncia sobre a destinação de R$ 308 milhões relacionados ao caso da empresa Oi. Segundo ela, não há comprovação de irregularidades, citando manifestações favoráveis à legalidade por órgãos de controle.
Ela afirmou ainda que cabe ao ex-governador apresentar provas que sustentem as acusações feitas durante a CPI.
A parlamentar comentou questionamentos sobre a formalização do acordo e eventual ausência de publicação no Diário Oficial, afirmando que os esclarecimentos devem ser prestados pelo próprio Estado.
Sobre a rapidez na tramitação, Buzetti avaliou que a celeridade pode ser justificável diante da necessidade de pagamento.
A senadora também rebateu críticas sobre a ordem de pagamento de precatórios, afirmando que a natureza da dívida não permitiria esse tipo de quitação.
Outro ponto abordado foi a alegação de perda de prazo por parte da empresa Oi, negada pela parlamentar.
Ao final, Buzetti evitou atribuir responsabilidade individual ao governador Mauro Mendes e afirmou confiar na legalidade dos atos do Estado.




