O Grupo Pierezan, com atuação na região de Guarantã do Norte, a 750 km de Cuiabá, apresentou seu plano de recuperação judicial com dívidas que somam R$ 34,3 milhões.
A recuperação judicial é um mecanismo legal utilizado por empresas em dificuldades financeiras para evitar a falência. Ao aderir ao processo, a organização obtém proteção contra cobranças e execuções por determinado período, mantendo suas atividades enquanto negocia o pagamento das dívidas.
Conforme consta nos autos, a crise econômico-financeira do grupo está relacionada ao aumento dos custos de produção, elevação das taxas de juros, sucessivas quebras de safra e queda nos preços das commodities agrícolas. O Grupo Pierezan atua há décadas no cultivo de grãos, com foco em soja e milho, em propriedades localizadas em Guarantã do Norte e regiões adjacentes.
Segundo o processo, esses fatores reduziram as margens de lucro e comprometeram a capacidade de pagamento da empresa. O plano apresentado prevê condições para quitação dos débitos, incluindo prazos e possíveis descontos, conforme negociação com os credores.
A maior parte das dívidas está concentrada na Classe II, de créditos com garantia real, que somam R$ 16,8 milhões, envolvendo instituições financeiras como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco e cooperativas de crédito.
Já na Classe III, de credores quirografários, constam empresas do setor de insumos agrícolas, instituições financeiras e pessoas físicas, com valores expressivos, incluindo débitos superiores a R$ 5,9 milhões junto ao Banco John Deere e mais de R$ 5,3 milhões com a Agrosyn Comércio e Representação de Insumos Agrícolas.
Com o pedido aceito, o Grupo Pierezan permanece protegido de ações de cobrança enquanto conduz o processo de reestruturação financeira.




