A destituição da executiva estadual do Partido Renovação Democrática em Mato Grosso provocou reação do presidente da sigla no estado, Mauro Carvalho, que classificou a medida como “jogo sujo e baixo” e acusou a direção nacional de desrespeitar as lideranças locais.
Segundo ele, a informação sobre a destituição chegou ainda pela manhã, antes de qualquer comunicado oficial. Carvalho relatou que foi alertado por Gilberto Figueiredo, que pretendia se filiar ao partido, e que teria recebido a notícia por meio de interlocutores em Sinop. Após isso, afirmou ter buscado esclarecimentos com Ovasco Rezende.
De acordo com Carvalho, a justificativa apresentada pela direção nacional, de que o diretório estadual não havia formado chapa para deputado federal, não se sustenta. Ele argumenta que o prazo de filiações segue aberto até 4 de abril e que as convenções partidárias estão previstas apenas para julho.
O dirigente afirmou que a explicação foi usada como pretexto para intervenção. A crise teve início após a executiva nacional da federação entre o PRD e o Solidariedade destituir os diretórios estaduais em Mato Grosso, expondo um racha interno em meio às articulações para as eleições de 2026.
Carvalho também criticou a postura da cúpula nacional diante da repercussão do caso e questionou a falta de diálogo com o diretório estadual. Segundo ele, a decisão ignora o trabalho realizado no estado e desconsidera a base partidária local.
Além disso, colocou em dúvida a capacidade do novo grupo que assumirá o partido de estruturar chapas competitivas em curto prazo, diante do prazo reduzido para filiações.
Nos bastidores, a destituição é interpretada como resultado de articulações nacionais que não consideraram o cenário político de Mato Grosso, ampliando a crise interna e impactando o planejamento partidário às vésperas do fechamento da janela de filiação.




