Polícia cumpre mandados contra facção envolvida em tráfico e lavagem de dinheiro

Polícia Civil cumpre 13 mandados de prisão e investiga crimes como tráfico, roubos e domínio territorial

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A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (31), a Operação Ruptura CPX para cumprimento de ordens judiciais contra integrantes de uma facção criminosa com atuação na região metropolitana de Cuiabá.

Ao todo, são cumpridos 13 mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão domiciliar, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias – Polo de Cuiabá. As ordens judiciais são executadas nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e também em São Paulo (SP).

Segundo a Polícia Civil, o grupo é investigado por envolvimento em diversos crimes, entre eles furtos de defensivos agrícolas, roubos de veículos, furto de armas, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, domínio territorial e apologia ao crime.

As investigações, conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado, identificaram uma estrutura hierarquizada dentro da facção, com divisão de funções, controle de áreas específicas e uso de contas bancárias de terceiros para ocultar valores de origem ilícita.

As apurações tiveram início a partir de um flagrante de furto e receptação de defensivos agrícolas. A análise dos materiais apreendidos revelou a existência de uma organização criminosa estruturada e atuante em diversos bairros de Cuiabá e Várzea Grande.

De acordo com os investigadores, além do tráfico de drogas e outros crimes, o grupo buscava consolidar domínio territorial e influência social em comunidades, utilizando intimidação e a disseminação de conteúdos que reforçavam a atuação da facção.

Entre os locais de atuação identificados está o Complexo Residencial Isabel Campos, conhecido como CPX, onde a facção tentava impor regras próprias, monitorar a circulação de pessoas e controlar atividades ilícitas.

As investigações apontam ainda que havia preferência para que integrantes da organização residissem na região, além da existência de um sistema de divisão por áreas, com responsáveis por bairros específicos, evidenciando a tentativa de estabelecer um poder paralelo.

Segundo o inquérito, criminosos que atuavam nesses locais precisavam comunicar previamente suas ações aos responsáveis da facção, sob risco de sofrer punições internas.

Entre os alvos da operação está um investigado identificado pelas iniciais O.G.N.C., conhecido como MC na região. Ele é apontado como integrante do grupo e suspeito de auxiliar na difusão de conteúdos que exaltavam a facção e suas lideranças.

As apurações indicam que o investigado mantinha contato com membros de alto escalão da organização e também teria prestado apoio logístico, incluindo a disponibilização de locais para ocultação de veículos de origem ilícita.

Outro ponto identificado foi o uso de moradores para monitorar a presença de viaturas policiais e repassar informações sobre movimentações das forças de segurança, facilitando a dispersão de suspeitos.

Segundo o delegado responsável pelas investigações, Antenor Junior Pimentel Marcondes, esse mecanismo funcionava como uma estratégia para manter o domínio territorial e dificultar a atuação policial.

A operação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para 2026, dentro da Operação Pharus, vinculada ao programa Tolerância Zero, voltado ao enfrentamento das facções criminosas no Estado.

A ação também faz parte da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim), coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com foco na atuação integrada e no combate estruturado ao crime organizado.

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