O deputado estadual Dilmar Dal Bosco (União Brasil) afirmou, nesta terça-feira (31), que a destituição do ex-secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, da presidência do Partido Renovação Democrática (PRD) foi resultado de articulação política em Brasília.
Segundo Dilmar, a decisão teria sido tomada a pedido do senador Wellington Fagundes (PL) e da deputada estadual Janaina Riva (MDB), que disputam, respectivamente, o Governo do Estado e uma vaga no Senado nas eleições deste ano.
Durante ato de filiação do União Brasil, o parlamentar afirmou que a mudança ocorreu de forma repentina e teria sido motivada por interesses eleitorais.
Dilmar relatou que estava em fase final de articulação para montagem de chapas proporcionais, envolvendo nomes que poderiam disputar vagas na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa pelo PRD.
Entre os nomes citados por ele estão a ex-prefeita de Sinop Rosana Martinelli, o secretário estadual de Segurança Pública, César Roveri, o presidente do Cipem, Ednei Blasius, e o deputado estadual Júlio Campos.
Diante do novo cenário, o deputado afirmou que o União Brasil deve absorver lideranças que migrariam para o PRD. Segundo ele, vereadores ligados à sigla já buscam saída e pedem liberação para mudança partidária.
Dilmar também criticou os adversários políticos, afirmando que eles podem ficar apenas com a estrutura formal do partido, sem base de apoio.
Por fim, o parlamentar avaliou que a estratégia teria efeito contrário ao esperado e pode fortalecer grupos adversários, incluindo lideranças como Otaviano Pivetta e Mauro Mendes.



