O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (1º) que senadores, por terem mandato de oito anos, podem criar dificuldades para o governo caso não haja maioria no Congresso Nacional.
A declaração foi feita durante entrevista à TV Cidade, no Ceará, onde o presidente cumpre agenda oficial. Segundo Lula, as eleições para o Senado neste ano são estratégicas para garantir governabilidade.
“O senador com mandato de oito anos pensa que é Deus. E ele pode criar muito problema se você não tiver uma base de sustentação dentro do Senado”, afirmou.
O presidente também mencionou o impasse com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), em torno da indicação de um ministro ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Na terça-feira (31), Lula formalizou a indicação de Jorge Messias, atual ministro da Advocacia-Geral da União, para a vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso. O nome já havia sido anunciado em novembro, mas ainda não tinha sido oficializado.
A preferência de Alcolumbre era pela escolha do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
Durante a entrevista, Lula também comentou a possível saída do ministro da Educação, Camilo Santana, que pode disputar as eleições deste ano no Ceará.
“Não queria que ele tivesse saído. Mas ele tem uma pulga atrás da orelha que ele queria sair”, disse.
O presidente afirmou acreditar na candidatura à reeleição do atual governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), mas não descartou mudanças no cenário político.
Lula também comentou a relação com Ciro Gomes, que deve disputar o governo estadual. O presidente disse ter respeito pelo ex-ministro, mas o classificou como “destemperado”.
“Não houve rompimento. O Ciro sonhava em ser candidato, e ele acha que fui eu que não quis que ele fosse presidente, e quem não quis foi o povo”, afirmou.




