Janela partidária altera forças políticas em MT e redesenha cenário para 2026

Troca de partidos fortalece siglas, enfraquece bancadas e influencia disputa pelo governo e pelo Senado

Reprodução

O encerramento da janela partidária, mecanismo previsto na legislação eleitoral que permite a troca de partido sem perda de mandato, provocou mudanças significativas no cenário político de Mato Grosso e já impacta as articulações para as eleições de 2026.

Durante o período de 30 dias, encerrado nos dias 3 e 4 de abril, partidos como Podemos, PSDB, Republicanos e PSD ampliaram suas bases. Por outro lado, houve enfraquecimento de bancadas como as do MDB na Câmara Federal e do PSB na Assembleia Legislativa.

As mudanças também influenciaram a disputa pelo governo do estado. A federação União-Progressista (UP) ganhou reforço de parlamentares alinhados à pré-candidatura do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), o que pode reduzir o espaço do senador Jayme Campos (UP) na corrida. Apesar disso, Jayme mantém a pré-candidatura.

Outros nomes colocados na disputa são Natasha Slhessarenko (PSD) e o senador Wellington Fagundes (PL). O cenário é marcado pela presença de lideranças já conhecidas do eleitorado, com pouca renovação entre os possíveis candidatos.

No Senado, não houve alterações, já que a troca de partido não depende da janela. Permanecem nas siglas atuais Carlos Fávaro (PSD), pré-candidato à reeleição, além de Jayme Campos e Wellington Fagundes. A disputa deve reunir ainda nomes como José Medeiros (PL), Pedro Taques (PSB), Janaína Riva (MDB) e Antônio Galvan (Avante).

Na Câmara dos Deputados, metade da bancada mudou de partido. Emanuelzinho Pinheiro migrou do MDB para o PSD, enquanto Juarez Costa foi para o Republicanos. Já Nelson Barbudo deixou o PL e se filiou ao Podemos. Com isso, o PL passou a ter quatro cadeiras, enquanto PSD, Republicanos, Podemos e UP ficaram com uma cada.

Na Assembleia Legislativa, ao menos 11 dos 24 deputados estaduais trocaram de partido. Entre eles, Eduardo Botelho foi para o MDB, Max Russi para o Podemos e Elizeu Nascimento para o Novo.

A nova composição da Assembleia ficou distribuída entre Republicanos e MDB, com quatro cadeiras cada, seguidos por Podemos, UP e PSDB, com três cadeiras cada. PT e PL possuem duas cadeiras, enquanto Agir, Novo e PSD têm um representante cada.

Apesar das mudanças, a base de sustentação ao governo estadual permanece majoritária. A maioria dos parlamentares também deve disputar a reeleição, mantendo o cenário político com forte presença de nomes tradicionais.

A composição oficial das chapas ainda depende da validação pela Tribunal Regional Eleitoral, prevista após a entrega das atas partidárias.

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