A Polícia Civil identificou Amanda Kess Aguilhera Pereira como a “Princesa”, apontada como líder de uma facção criminosa alvo da Operação Coroa Quebrada, deflagrada na manhã desta terça-feira (7), em Cáceres e região.
De acordo com as investigações, Amanda exercia papel central na organização criminosa, envolvida em crimes como tráfico de drogas, associação para o tráfico e homicídios qualificados.
Ela já está presa na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, em razão de uma condenação anterior por homicídio. No entanto, conforme apurado pela polícia, a suspeita continuava a comandar as atividades da facção mesmo detida.
Segundo a investigação, Amanda determinava execuções contra integrantes de grupos rivais, gerenciava o tráfico de drogas e mantinha contato frequente com outros membros da organização.
Além dela, a operação resultou na prisão de outras três pessoas e no cumprimento de 17 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias, após manifestação favorável do Ministério Público de Cáceres.
Conforme o delegado Fabrício Alencar, da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Cáceres, o grupo possuía estrutura organizada e divisão de funções.
Os investigados atuavam como armeiros, responsáveis pelo fornecimento de armas e munições, além de executores de homicídios sob ordens da líder. Também havia integrantes encarregados da logística de drogas e envolvidos em roubos de veículos para fortalecer a atuação da facção.
O nome da operação faz referência ao apelido da suspeita. Segundo a Polícia Civil, a “coroa quebrada” simboliza a desarticulação da atuação da líder criminosa.




