O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado (18) que, apesar de o Brasil ter “derrotado o extremismo”, o movimento segue ativo e deve disputar as próximas eleições. A declaração foi feita durante discurso em Barcelona, na Espanha, onde participa de um fórum internacional sobre democracia.
Sem citar nomes diretamente, Lula mencionou a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e afirmou que o país enfrenta consequências de uma tentativa de golpe de Estado. Segundo ele, o cenário político ainda apresenta riscos com a permanência de grupos extremistas.
“Acabamos de derrotar o extremismo, mas ele continua vivo e vai disputar a eleição outra vez”, disse o presidente durante o evento.
Levantamentos recentes de intenção de voto indicam cenário indefinido para a eleição presidencial. Pesquisa do Datafolha divulgada nesta semana aponta Lula com 39% das intenções no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 35%. No segundo turno, os dois estão em empate técnico dentro da margem de erro.
Durante o discurso, o presidente também defendeu o multilateralismo e fez críticas à atuação da Organização das Nações Unidas. Segundo ele, o Conselho de Segurança perdeu a capacidade de garantir a paz global e precisa passar por mudanças estruturais.
Lula citou conflitos internacionais e afirmou que decisões unilaterais de países têm enfraquecido o papel da ONU. Ele também criticou líderes mundiais por adotarem posturas que, segundo ele, contribuem para tensões globais.
O presidente ainda voltou a defender a regulamentação das plataformas digitais, argumentando que empresas de tecnologia têm influência sobre processos eleitorais e na disseminação de desinformação.
O encontro em Barcelona reúne líderes de cerca de 15 países no 4º Encontro em Defesa da Democracia, iniciativa lançada em 2024 por Brasil e Espanha. Participam, entre outros, o primeiro-ministro Pedro Sánchez e chefes de Estado como Gustavo Petro, Cyril Ramaphosa e Claudia Sheinbaum.




