O governo federal propôs elevar a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%, com possibilidade de início já em maio. A medida foi anunciada pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e ainda será submetida à aprovação do Conselho Nacional de Política Energética.
Segundo o ministro, a mudança pode reduzir em cerca de 500 milhões de litros por mês a necessidade de importação de combustíveis, o que abriria caminho para o país atingir autossuficiência no setor.
O anúncio foi feito durante a abertura da safra mineira de açúcar e etanol, em Uberaba. Caso seja aprovada, a nova mistura terá caráter temporário, com vigência inicial de 180 dias, podendo ser prorrogada.
A proposta tem respaldo na Lei do Combustível do Futuro, que autoriza o aumento da mistura de etanol na gasolina para até 35%, além de permitir a elevação do biodiesel no diesel para até 25%.
Além da redução da dependência externa, a iniciativa busca fortalecer o setor sucroenergético e ampliar o uso de biocombustíveis na matriz energética brasileira, alinhando-se à estratégia de transição energética e redução de emissões.



