Empresário condenado por morte de adolescente segue foragido

Empresário sentenciado por mandar matar Maiana Vilela, de 16 anos, foi solto após julgamento e tem mandado em aberto desde 2025

Rogério da Silva Amorim (à esquerda) foi condenado a 20 anos de prisão em 2016 pela morte da adolescente. — Foto: Reprodução/TVCA

Rogério da Silva Amorim, condenado a 20 anos e 3 meses de prisão por mandar matar Maiana Mariano Vilela, de 16 anos, segue foragido da Justiça mesmo após a expedição de um novo mandado de prisão em novembro do ano passado. O empresário foi condenado em 2016, em Cuiabá, mas deixou a prisão uma semana após o julgamento.

A família da vítima afirma que Rogério continua circulando normalmente pelo estado. Segundo Danilo Raul, irmão de Maiana, parentes já encontraram o condenado em diferentes pontos da cidade.

“Eu, minha mãe, meu irmão, nós estamos indignados com essa situação. Por que ele não está preso? Porque mandou matar uma filha de pobre? Só porque ele tem dinheiro, consegue fazer o que quer? Ele vive para cima e para baixo, comandando a empresa dele, indo jogar bola, frequentando restaurantes”, afirmou.

O g1 informou que procurou a Gerência Estadual de Polinter e Capturas (Gepol), mas não recebeu retorno até a última atualização da reportagem. A defesa de Rogério também não foi localizada.

Maiana desapareceu no dia 20 de dezembro de 2011. De acordo com as investigações, ela mantinha um relacionamento extraconjugal com Rogério havia cerca de um ano. Os dois estariam vivendo juntos em união estável havia cinco meses quando o crime ocorreu.

Segundo o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), no dia do assassinato, o empresário pediu que a adolescente descontasse um cheque de R$ 500 e entregasse o dinheiro a um chacareiro. Maiana saiu de moto até o banco e depois seguiu para uma chácara.

A jovem foi assassinada no local e teve o corpo transportado em um carro até a região da Ponte de Ferro. Os restos mortais da vítima foram encontrados em 25 de maio de 2012, cerca de cinco meses após o desaparecimento.

Dez anos após a condenação do empresário, Danilo contou que a mãe deixou Cuiabá por não suportar encontrar Rogério vivendo normalmente na cidade.

“Ela foi embora para tentar espairecer a cabeça, porque não aguentava mais ver o Rogério vivendo tranquilo enquanto a filha dela está morta e enterrada”, disse.

O julgamento dos acusados ocorreu em 2016 e durou dois dias. Durante os interrogatórios, apenas Rogério negou participação no crime. Ele afirmou que o relacionamento com Maiana era “maravilhoso” e disse que inicialmente não sabia que ela era adolescente.

Paulo Ferreira Martins, apontado como executor do crime, confessou ter matado a jovem durante uma discussão. Já Carlos Alexandre da Silva admitiu ter ajudado a ocultar o corpo.

Rogério da Silva Amorim foi condenado por homicídio triplamente qualificado, pelos motivos torpe, recompensa e recurso que dificultou a defesa da vítima.

Paulo Ferreira Martins recebeu pena de 18 anos e 9 meses de prisão por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Já Carlos Alexandre da Silva foi condenado a um ano e seis meses em regime aberto por participação na ocultação do corpo.

Maiana e Rogerio Montagem 045077aae9 Página Press
Reprodução

Receba as notícias mais relevantes do estado de MT e da sua região, direto no seu WhatsApp. Participe da Comunidade

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

PUBLICIDADE

Em Destaque

PUBLICIDADE

Leia mais