A Câmara Municipal de Cuiabá abriu oficialmente, nesta segunda-feira (25), uma investigação sobre a movimentação financeira do Cuiabanco, programa municipal de crédito criado durante a gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (PSD). A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) vai apurar a destinação de pelo menos R$ 25 milhões liberados em empréstimos, além de suspeitas de inadimplência, favorecimento político e prejuízos aos cofres públicos.
Na primeira reunião da comissão, o presidente da CPI, vereador Dilemário Alencar (União), afirmou que os parlamentares irão analisar os contratos firmados pelo programa, incluindo a parceria com a cooperativa de crédito Credisol e os índices de inadimplência registrados nas operações.
Segundo o vereador, a investigação também pretende esclarecer se houve utilização de garantias do Tesouro Municipal para cobrir prejuízos causados por empréstimos não quitados.
Durante a leitura do requerimento que instaurou a CPI, Dilemário afirmou que a comissão irá verificar se pessoas ligadas à administração municipal da época foram beneficiadas na concessão dos créditos, em desacordo com critérios técnicos previstos no programa.
Os vereadores também vão analisar a destinação dos recursos públicos, os mecanismos utilizados para aprovação dos financiamentos e possíveis irregularidades envolvendo favorecimento político.
A comissão terá prazo inicial de 120 dias para concluir os trabalhos, podendo ser prorrogado pelo mesmo período.
Além de Dilemário Alencar na presidência, a CPI é composta pela vereadora Baixinha Giraldelli (Solidariedade), como vice-presidente, e pelo vereador Tenente-Coronel Dias (Cidadania), responsável pela relatoria.
Como primeira medida da investigação, os parlamentares aprovaram a convocação do atual secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fellipe Corrêa.
Ele deverá prestar esclarecimentos em oitiva marcada para o dia 1º de junho, às 14h, na Câmara Municipal de Cuiabá.




