A juíza federal norte-americana Eleanor Ross, de 58 anos, admitiu ter mantido um relacionamento com um policial de alta patente dentro de seu gabinete no Tribunal Federal do Distrito Norte da Geórgia, em Atlanta, nos Estados Unidos. O caso veio a público após denúncias de servidores que relataram episódios ocorridos durante o expediente ao longo de cerca de dois anos.
Segundo informações do processo disciplinar, assistentes jurídicos afirmaram ter presenciado situações que causaram constrangimento e interferiram no ambiente de trabalho. Relatos apontam que alguns funcionários se sentiram desconfortáveis com os episódios, enquanto outros alegaram prejuízos à concentração e à rotina profissional.
A identidade da magistrada foi divulgada nesta semana pela agência Bloomberg. O nome do policial envolvido não foi informado pelas autoridades.
Inicialmente, Eleanor Ross negou as acusações e classificou as denúncias como infundadas. Posteriormente, porém, reconheceu os fatos durante a apuração disciplinar.
Como resultado do procedimento, a juíza recebeu uma advertência disciplinar de caráter privado e foi orientada a encaminhar cartas de desculpas a seis assistentes jurídicos que relataram ter sido afetados pela situação.
Após a repercussão do caso, Ross anunciou que deixará a função de juíza-chefe e também deixará de integrar comissões de conciliação judicial. A informação foi publicada pelo jornal New York Post.
Eleanor Ross integra o Judiciário federal dos Estados Unidos desde 2014, quando foi indicada ao cargo pelo então presidente dos Estados Unidos, Barack Obama e confirmada pelo Senado. Ela foi a primeira mulher negra a atuar como juíza federal no Distrito Norte da Geórgia.




