A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a reabertura do inquérito que investiga uma suposta interferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Polícia Federal durante sua gestão.
No pedido, o procurador Paulo Gonet afirmou ser “imprescindível” a “verificação com maior amplitude” sobre possíveis interferências ou tentativas de acesso a investigações citadas em diálogos e depoimento do ex-ministro Sergio Moro.
O caso veio à tona quando, ao deixar o Ministério da Justiça, Moro denunciou que uma mudança no comando da PF teria sido motivada para que Bolsonaro tivesse acesso a investigações da organização. Uma semana antes do pedido de saída de Moro, Maurício Valeixo foi exonerado do cargo de diretor-geral da PF.
Na ocasião, o ex-presidente negou as acusações, afirmando que Moro mentiu sobre a interferência. “Nenhum superintendente foi trocado por mim. Todos foram indicados pelo próprio ministro ou diretor-geral. Para mim os bons policiais estão em todo o Brasil e não apenas em Curitiba”, disse Bolsonaro.
Mensagens trocadas entre Bolsonaro e Moro mostram o ex-presidente avisando que a saída de Valeixo estava decidida: “Isto está decidido”, “Você pode dizer apenas a forma” e “A pedido ou ex ofício”. Bolsonaro também encaminhou a Moro o link de uma matéria intitulada “PF na cola de 10 a 12 deputados bolsonaristas”.
Em novembro de 2022, a PGR, sob comando de Augusto Aras, concluiu que não houve crime por parte de Bolsonaro e pediu o arquivamento do inquérito, após a PF considerar que não houve conduta criminosa do ex-presidente no caso.




