Os Correios enfrentam uma crise financeira que pode exigir R$ 20 bilhões para manter a operação entre 2025 e 2026. Segundo dados oficiais, a estatal acumulou prejuízo de R$ 4 bilhões neste ano.
Historicamente, a empresa teve períodos de lucro e prejuízo, dependendo da gestão federal. Em 2015, durante o segundo governo Dilma Rousseff, os Correios registraram prejuízo de R$ 2,1 bilhões. Em 2024, o governo Lula registrou um rombo ainda maior, de R$ 2,5 bilhões. Entre 2017 e 2021, período de governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro, a estatal obteve cinco anos consecutivos de lucro, sendo o melhor resultado em 2021, com ganho de R$ 2,2 bilhões.
A situação atual levou líderes da oposição a anunciarem a intenção de convocar o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para prestar esclarecimentos sobre o quadro financeiro. Segundo informações de parlamentares, o debate deve abordar a gestão dos recursos e o impacto nos serviços prestados à população.
A estatal é responsável por uma série de serviços postais, incluindo entrega de encomendas, correspondências e documentos oficiais, e sua situação financeira pode afetar tarifas e operações. Até o momento, o governo federal não divulgou medidas detalhadas para equilibrar as contas da empresa.




