Presidente da Colômbia se diz censurado pela oposição

Presidente afirma que limitações impostas pelo Conselho de Estado e CNC configuram "golpe de Estado" e questiona critérios de urgência para pronunciamentos

Reprodução

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, criticou nesta semana as decisões do Conselho de Estado e da Comissão Nacional de Comunicações (CNC) que restringem suas alocuções presidenciais. Em entrevista divulgada nas redes sociais, Petro denunciou as medidas como uma forma de censura política, afirmando que se trataria de um “golpe de Estado” contra o governo eleito pela sociedade.

A controvérsia teve início após o Conselho de Estado determinar que os pronunciamentos do presidente devem ocorrer apenas em situações emergenciais e com duração reduzida, para não comprometer a pluralidade informativa dos meios de comunicação. A decisão decorreu de ação judicial movida pela oposição, que alegou violação do direito à informação ao uniformizar o conteúdo transmitido por todos os canais.

Atendendo à determinação do tribunal, a CNC rejeitou na quarta-feira (16) um pedido de Petro para realizar uma alocução sobre cultivos de coca, alegando ausência de critérios de urgência e relevância imediata. O presidente questionou a definição de urgência e criticou a composição da comissão, afirmando que os membros são comissionados de administrações anteriores.

Em sua entrevista, Petro defendeu a importância de suas falas longas, afirmando que elas combatem informações distorcidas veiculadas pela mídia privada. Até o momento, ele já realizou mais de 52 alocuções durante seu mandato, número superior ao de seus antecessores, e não indicou intenção de reduzir essa frequência.

O presidente ressaltou ainda que temas como narcotráfico, saúde e corrupção têm relevância imediata e merecem atenção pública, criticando as limitações impostas para encurtar suas falas.

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