Mato Grosso encerrou o mês de maio com 48,32% da população adulta inadimplente, segundo levantamento do SPC Brasil realizado para a Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá). O percentual representa cerca de 1,5 milhão de consumidores com restrições de crédito no estado.
Na comparação com maio de 2025, o número de inadimplentes cresceu 7,22%. O índice ficou abaixo da média nacional, que registrou alta de 8,87%, mas acima da variação observada na região Centro-Oeste, de 7,08%.
Os dados também mostram avanço no curto prazo. Em relação a abril deste ano, o volume de consumidores com restrições aumentou 0,73%, mantendo a trajetória de crescimento da inadimplência.
O valor médio das dívidas em atraso chegou a R$ 6.036 por consumidor. O levantamento considera a soma de todos os débitos registrados em nome de cada inadimplente.
O tempo médio de atraso das contas é de 28 meses. As dívidas com vencimento entre um e três anos concentram a maior parcela dos registros, com 35,38% do total. Em seguida aparecem os débitos com atraso entre quatro e cinco anos, que representam 20,37%. Apenas 9,21% das pendências financeiras têm menos de 90 dias.
Outro indicador que chamou atenção foi o crescimento do número total de dívidas em atraso. Em maio de 2026, o volume de débitos registrados no estado foi 13,13% maior do que o contabilizado no mesmo período do ano passado.
O setor bancário lidera a lista de credores, concentrando 54,80% das dívidas registradas. O comércio aparece na segunda posição, com 21,52%, seguido pelos segmentos de água e energia elétrica, com 9,22%, comunicação, com 3,99%, e outros credores, que somam 10,48%.
Os dados apontam que os compromissos financeiros ligados a instituições bancárias continuam sendo a principal origem das restrições de crédito entre os consumidores mato-grossenses.




