Uma denúncia de racismo interrompeu a partida entre Mixto e Fluminense, válida pelo Campeonato Brasileiro Feminino Série A1, neste domingo (26), no Estádio Presidente Dutra, o Dutrinha, em Cuiabá. O jogo foi paralisado após relato de atletas sobre ofensas vindas das arquibancadas.
O episódio ocorreu aos 21 minutos do primeiro tempo, quando jogadoras do Fluminense e integrantes da comissão técnica informaram à arbitragem sobre manifestações racistas e homofóbicas. A árbitra Adriana Costa Farias acionou o protocolo antirracismo da Confederação Brasileira de Futebol, sinalizando com o gesto de “X” com os braços.
A partida ficou paralisada por alguns minutos enquanto a situação era apurada. Imagens da transmissão mostraram atletas apontando para o setor da torcida do Mixto de onde teriam partido as ofensas.
De acordo com a Polícia Militar, um homem de 66 anos foi identificado como suspeito de proferir injúria racial contra uma atleta do Fluminense. Ele foi detido no local e encaminhado ao Cisc Verdão. O caso foi registrado em boletim de ocorrência e também incluído na súmula da partida.
O Mixto Esporte Clube divulgou nota repudiando os atos e informou que o torcedor foi retirado imediatamente do estádio. O clube afirmou que não tolera qualquer forma de discriminação e se colocou à disposição das autoridades.
O Fluminense também se manifestou e informou que a atleta Keké foi alvo direto das ofensas. O clube prestou solidariedade e cobrou a responsabilização do autor.
Dentro de campo, o Fluminense venceu o Mixto por 2 a 0, em jogo válido pela 8ª rodada da competição.
O protocolo antirracismo da CBF prevê a interrupção imediata da partida após a denúncia. Em caso de reincidência, o jogo pode ser suspenso ou encerrado, além da retirada do responsável pelas ofensas do estádio.


