Mato Grosso registra 2ª menor taxa de desemprego do país, aponta IBGE

Estado fechou o primeiro trimestre de 2026 com índice de desocupação de 3,1%, abaixo da média nacional

Christiano Antonucci - Secom - MT

Mato Grosso registrou taxa de desocupação de 3,1% no primeiro trimestre de 2026, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua).

Com o resultado, o estado apresentou a segunda menor taxa de desemprego do país, atrás apenas de Santa Catarina, que registrou índice de 2,7%.

Também apareceram entre os menores percentuais nacionais os estados do Espírito Santo (3,2%), Paraná (3,5%) e Rondônia (3,7%).

O índice mato-grossense ficou abaixo da média nacional, que foi de 6,1% no período.

Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, quando Mato Grosso registrava taxa de desocupação de 3,5%, houve redução no índice neste ano.

Apesar do aumento em relação ao último trimestre de 2025, quando a taxa foi de 2,4%, o avanço é considerado sazonal. Historicamente, o primeiro trimestre do ano apresenta aumento na desocupação devido ao encerramento de vagas temporárias criadas no fim do ano, especialmente no comércio, além do término de contratos temporários nas áreas de Educação e Saúde.

A secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, afirmou que os números demonstram a estabilidade do mercado de trabalho em Mato Grosso.

“Mesmo diante de um trimestre em que historicamente observamos aumento nas taxas de desocupação, Mato Grosso segue apresentando resultados positivos. Quando analisamos os números em relação ao mesmo período do ano passado, percebemos uma redução no desemprego”, declarou.

A pesquisa também apontou que Mato Grosso registrou taxa de subutilização da força de trabalho de 6,7%, considerada a segunda menor do país e abaixo da média nacional.

O indicador mede pessoas que trabalham menos horas do que poderiam ou que estão disponíveis para trabalhar, mas não conseguem ocupação.

No primeiro trimestre de 2025, a taxa de subutilização em Mato Grosso era de 8,1%, o que representa queda de 1,4 ponto percentual no período.

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