O deputado federal Juarez Costa (Republicanos) negou nesta quarta-feira (17) as acusações de que teria recebido propina para favorecer a concessão dos serviços de água e esgoto durante sua gestão como prefeito de Sinop, no norte de Mato Grosso. As declarações foram dadas após a divulgação de informações atribuídas a delações premiadas de ex-executivos da concessionária Aegea.
Segundo reportagem publicada pelo portal Metrópoles, os colaboradores relataram ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) que pagamentos teriam sido feitos ao então prefeito ao longo dos anos para beneficiar interesses da empresa no município. As delações também mencionam a suposta entrega de um veículo BMW e repasses financeiros ligados ao contrato de concessão.
Ao comentar o caso, Juarez Costa classificou as acusações como antigas e afirmou que o tema reaparece em períodos eleitorais. O parlamentar também questionou a versão apresentada sobre o suposto recebimento do automóvel e disse não ter conhecimento detalhado do conteúdo da investigação.
De acordo com o deputado, o processo tramita sob sigilo judicial, o que impediria o acesso às informações completas. Ele afirmou que tomou conhecimento das acusações apenas nesta semana e defendeu que eventuais provas sejam apresentadas publicamente.
Juarez também sustentou que a concessão dos serviços de água e esgoto foi realizada de forma transparente, com realização de audiências públicas e participação da população. Segundo ele, a mudança no modelo de cobrança pelo consumo de água gerou insatisfação entre moradores e passou a ser utilizada como tema de debate político ao longo dos anos.
O parlamentar afirmou ainda que o assunto voltou a ser discutido em diferentes disputas eleitorais desde 2014 e atribuiu a retomada das acusações à atuação de adversários políticos.
Conforme a reportagem do Metrópoles, ex-executivos da Aegea relataram em acordos de colaboração premiada que Juarez Costa teria recebido cerca de R$ 30 milhões para favorecer a empresa durante o período em que administrou a Prefeitura de Sinop, entre 2009 e 2016. As informações integram processos que seguem sob sigilo no STJ.




