Um auditor federal da Controladoria-Geral da União (CGU) foi flagrado em vídeo agredindo uma mulher de 40 anos e uma criança de 4 anos no estacionamento de um prédio residencial em Águas Claras, no Distrito Federal. O caso ocorreu na noite de 7 de dezembro e é investigado pela Polícia Civil do DF. As informações foram divulgadas pelo site Metrópoles.
O agressor foi identificado como David Cosac Junior, de 49 anos, auditor federal de Finanças e Controle da CGU desde 2016. As imagens mostram a mulher com a criança no colo quando o homem avança e agride o menino com tapas. Em seguida, mãe e filho caem no chão, e as agressões continuam. Mesmo com a tentativa da mulher de proteger a criança, o homem volta a atingi-la.
Moradores acionaram a Polícia Civil após presenciarem a cena. Segundo a corporação, uma equipe foi até o local após receber uma denúncia anônima acompanhada do vídeo. O auditor foi abordado na presença do subsíndico do prédio e afirmou que havia encerrado o relacionamento com a mulher e que os dois discutiram.
Ainda de acordo com a polícia, a vítima foi contatada posteriormente por uma agente, mas informou que não desejava registrar ocorrência. A criança foi orientada a ser apresentada na 21ª Delegacia de Polícia, em Taguatinga Sul, para encaminhamento ao Instituto Médico-Legal (IML). O caso segue sob investigação pela Seção de Atendimento à Mulher da unidade policial.
David Cosac Junior tem salário mensal em torno de R$ 25 mil e, além do cargo público, se apresenta nas redes sociais como educador financeiro e investidor. O espaço segue aberto para manifestação da defesa.
Medidas administrativas
Em nota divulgada nesta terça-feira (23), o ministro da Controladoria-Geral da União, Vinícius Marques de Carvalho, classificou o episódio como “gravíssimo e inaceitável”.
“Violência contra a mulher e contra crianças é crime. Não se trata de desentendimento ou questão pessoal”, afirmou o ministro.
Segundo a CGU, foram adotadas medidas administrativas imediatas, incluindo o encaminhamento do caso à Corregedoria-Geral da União e à Comissão de Ética, com abertura de investigação preliminar. O servidor também foi afastado de funções de chefia e teve proibido o acesso aos prédios da CGU enquanto durarem as apurações.
A Controladoria informou que seguirá acompanhando o caso e adotará todas as providências cabíveis, respeitando o devido processo legal.




