A Defensoria Pública do Rio de Janeiro informou neste domingo (2) que os corpos de 117 suspeitos mortos na Operação Contenção, realizada na última terça-feira (28) nos Complexos do Alemão e da Penha, foram liberados do Instituto Médico Legal (IML) após a conclusão da perícia.
A megaoperação, que mirou lideranças e integrantes do Comando Vermelho (CV), resultou em um total de 121 mortes, sendo 117 civis e quatro policiais (dois militares e dois civis). O saldo tornou a ação a mais letal da história do Brasil.
Encerramento da perícia
“A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro informa que todos os corpos dos suspeitos mortos da megaoperação realizada nos complexos da Penha e do Alemão foram liberados, e a perícia do Instituto Médico-Legal (IML) foi oficialmente encerrada”, diz o comunicado da instituição, que segue prestando assistência às famílias das vítimas.
O objetivo principal das incursões era prender lideranças do CV. Um dos alvos com mandado de prisão expedido, Edgard Alves de Andrade, o Doca, considerado um dos principais líderes da facção nas ruas, segue foragido.
Balanço da operação
Segundo o balanço oficial da Polícia Civil, a operação resultou em:
- 113 pessoas presas
- Mais de 1 tonelada de drogas apreendida
- 91 fuzis apreendidos
Em coletiva de imprensa na última sexta-feira (31), as Secretarias de Polícia Civil e de Segurança Pública informaram que, dos 99 mortos identificados até aquele momento, 42 tinham mandados de prisão pendentes e ao menos 78 tinham “extenso histórico criminal”.
A polícia também confirmou que nove líderes do Comando Vermelho de outros estados foram mortos na ação, como “Russo” (chefe do tráfico no Espírito Santo), “DG” e “FB” (Bahia), “PP” (Pará) e “Chico Rato” e “Gringo” (Manaus).
Centro de comando e distribuição
As investigações da polícia apontam que os complexos do Alemão e da Penha funcionavam como centros de comando do Comando Vermelho no país, inclusive servindo para o treinamento tático de criminosos.
Estima-se que a região movimentava cerca de 10 toneladas de drogas por mês e era polo de abastecimento de armas e entorpecentes para pelo menos 24 comunidades no Rio de Janeiro, incluindo o Complexo do Salgueiro, Rocinha e Complexo da Maré.




