Documentos da Receita Federal encaminhados à CPI do Crime Organizado apontam que o Banco Master realizou pagamentos expressivos a escritórios de advocacia ligados a ex-presidentes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) ao longo do último ano.
Entre os nomes citados está Felipe Santa Cruz, que recebeu R$ 1,55 milhão da instituição financeira presidida por Daniel Vorcaro. Segundo os registros fiscais, o valor foi pago em duas parcelas de R$ 776 mil. Santa Cruz presidiu a OAB entre 2019 e 2022 e também ocupou cargo de secretário municipal na gestão de Eduardo Paes, no Rio de Janeiro.
Os dados indicam ainda que o Banco Master destinou, ao todo, R$ 304,5 milhões para serviços advocatícios em 2025. O relatório também aponta repasses ao escritório de Marcus Vinicius Furtado Coêlho, presidente da OAB entre 2013 e 2016, que recebeu R$ 27,5 milhões da instituição.
A CPI analisa a natureza dos contratos e busca esclarecer o fluxo financeiro entre o banco e profissionais com atuação relevante no meio jurídico. Coêlho já foi citado em listas de possíveis indicados ao Supremo Tribunal Federal (STF) em anos anteriores.
Até o momento, não há conclusão sobre irregularidades, e os dados seguem sob análise da comissão parlamentar.




