O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) admitiu nesta sexta-feira (24) que um acordo comercial com os Estados Unidos pode não ser fechado durante seu encontro com o presidente Donald Trump, previsto para domingo (26), na Malásia.
Lula desembarcou em Kuala Lumpur para participar da Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean).
Taxas e sanções no foco
Antes de deixar Jacarta (Indonésia), o presidente conversou com jornalistas e detalhou o que pretende defender na reunião:
- Revisão das tarifas impostas por Washington ao Brasil.
- Retirada das sanções aplicadas a autoridades brasileiras, incluindo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Eu tenho todo interesse em ter essa reunião, tenho toda disposição de defender os interesses do Brasil e mostrar que houve equívoco nas taxações ao Brasil, e eu quero provar isso”, disse Lula.
O presidente também criticou a aplicação da Lei Magnitsky contra ministros brasileiros, citando nominalmente o ministro Alexandre de Moraes e sua esposa. “Eu quero discutir um pouco a punição que foi dada a ministros brasileiros da Suprema Corte, que não tem nenhuma explicação, nenhum entendimento”, afirmou.
Diálogo “Civilizatório”
Apesar das incertezas, Lula demonstrou otimismo em restabelecer a comunicação entre os países, que se distanciou após a eleição de Trump.
“Como eu acredito muito na negociação, como eu acredito muito na relação humana, eu estou convencido que a gente pode avançar muito nisso e voltar a uma relação civilizatória com os Estados Unidos”, completou o petista.
O encontro bilateral vem sendo negociado desde o breve contato entre os líderes na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, onde Trump destacou ter havido “excelente química” com o líder brasileiro. A reunião, contudo, ainda não foi confirmada oficialmente pelos dois países.




