A nova ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que liga os municípios de Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA), foi inaugurada nesta segunda-feira (22), com a liberação do tráfego por volta das 12h30. A cerimônia contou com a presença do ministro dos Transportes, Renan Filho, e dos governadores do Maranhão, Carlos Brandão, e do Tocantins, Wanderlei Barbosa.
A ponte tem 630 metros de extensão, 19 metros de largura e um vão livre de 154 metros. A estrutura possui duas faixas de rolamento de 3,6 metros cada, dois acostamentos de três metros, barreiras de proteção e passagem para pedestres. O governo federal investiu cerca de R$ 172 milhões na obra.
Para garantir a segurança, no último fim de semana foram realizados testes estruturais que somaram cerca de 20 horas. O procedimento contou com oito caminhões betoneira carregados, com peso médio de 30 toneladas cada, que trafegaram em velocidades diferentes. Sensores mediram a trepidação e a resposta da ponte durante os testes.
A antiga ponte, construída na década de 1960, passou por reparos em 2021, mas continuava apresentando problemas até o colapso em dezembro do ano passado. No desabamento, três motos, um carro, duas caminhonetes e quatro caminhões caíram no Rio Tocantins, sendo que dois deles transportavam 76 toneladas de ácido sulfúrico e 22 mil litros de defensivos agrícolas.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) abriu uma sindicância para apurar causas e responsabilidades, mas a investigação ainda não foi concluída. A Polícia Federal também investiga o caso. Um laudo apresentado em julho apontou sobrecarga, deformação do concreto, perda de resistência, acúmulo de veículos e manutenção mal executada como fatores que contribuíram para o colapso. O documento destacou que o Dnit manteve “um tráfego superior ao projetado para a ponte ao longo das últimas décadas”.
Em nota, o Dnit informou que colabora com os órgãos investigativos e abriu uma Investigação Preliminar Sumária na Corregedoria para apurar os danos e prejuízos. O órgão também contratou o Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo para produzir um relatório externo sobre as causas do desabamento.




