O Ministério da Justiça e Segurança Pública informou nesta sexta-feira (22) a apreensão de 534 celulares durante a 11ª fase da Operação Mute, realizada entre os dias 18 e 21 de maio em unidades prisionais de 23 estados brasileiros.
A operação é coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais e mobilizou 2.854 policiais penais em 49 presídios. Ao todo, 2.611 celas passaram por inspeções.
Segundo o ministério, o balanço ainda é parcial porque a operação segue em andamento neste sábado (23).
Esta foi a primeira ação realizada em todos os estados dentro do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, lançado recentemente pelo governo federal. O programa prevê investimento de R$ 11 bilhões em parceria com os estados para reforçar o combate às facções criminosas.
Entre os principais objetivos estão o enfrentamento ao tráfico de armas, o fortalecimento da segurança nos presídios, a qualificação das investigações de homicídios e o bloqueio financeiro de organizações criminosas.
Com os resultados da nova etapa, a Operação Mute já soma cerca de 8,5 mil celulares apreendidos desde o início das ações, em 2023.
Ainda segundo o governo federal, mais de 41 mil policiais penais participaram das operações, que alcançaram 680 unidades prisionais e mais de 40 mil celas revistadas em todo o país.
O foco da operação é impedir que presos utilizem celulares para ordenar crimes de dentro das penitenciárias, como tráfico de drogas, golpes virtuais, extorsões e ataques coordenados fora dos presídios.
De acordo com o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, as equipes também identificam unidades prisionais usadas como centrais de golpes telefônicos.
Ele afirmou que novas operações serão realizadas de forma contínua e sem aviso prévio, pelo menos duas vezes por mês.
O governo federal também prevê ampliar o uso de tecnologias de fiscalização, como scanners corporais e equipamentos de inspeção.
Das 1.355 unidades prisionais estaduais do Brasil, 138 foram selecionadas para adotar padrões de segurança máxima.




