A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram nesta quarta-feira (27) uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema nacional de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Segundo as investigações, as fraudes ocorreram entre os anos de 2019 e 2024 e podem ter causado prejuízo de até R$ 6,3 bilhões aos beneficiários.
De acordo com informações divulgadas pelo blog da jornalista Camila Bomfim, no g1, a nova etapa da operação mira três núcleos regionais suspeitos de participação no esquema.
Em Brasília, as associações UNIBAP e ABENPREV são alvos da investigação. Já em São Paulo, a operação cumpre nove mandados relacionados a quatro associações investigadas por suposta participação nas fraudes.
Entre elas estão a Amar Brasil Clube de Benefícios (ABCB), Master Prev, Associação de Apoio Social e Assistência ao Próximo Saúde (AASAP) e Associação Nacional de Defesa dos Direitos dos Aposentados e Pensionistas (ANDAPP).
Em Pernambuco, a investigação apura o envolvimento de servidores e ex-servidores do INSS no esquema.
Segundo a PF e a CGU, os investigados são suspeitos de integrar estruturas responsáveis pela administração das entidades, movimentação financeira e operacionalização dos descontos indevidos.
Entre os alvos estão dirigentes de associações, operadores financeiros e ex-integrantes da direção regional do INSS.
Parte dos investigados já é alvo de medidas cautelares determinadas pela Justiça, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.
A Operação Sem Desconto busca identificar os responsáveis pelos descontos irregulares aplicados diretamente nos benefícios de aposentados e pensionistas sem autorização válida dos segurados.


