Integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliam que a mudança de regime prisional de Jair Bolsonaro é uma questão de tempo — mas descartam a concessão de prisão domiciliar no curto prazo. A posição reflete entendimento majoritário entre magistrados ouvidos pela imprensa.
A negativa imediata se baseia, entre outros fatores, na recente tentativa de violar a tornozeleira eletrônica, considerada uma grave violação das condições impostas. Para o tribunal, isso reforça a necessidade de manter o ex-presidente sob custódia rigorosa.
Por outro lado, há no STF a percepção de que, no médio prazo — possivelmente em 2026 — poderá haver revisão do regime prisional de Bolsonaro, especialmente em razão de alegações de comorbidades. A prisão domiciliar ainda dependeria de avaliação médica e de garantias de que ele não represente risco de fuga ou de interferência no processo eleitoral.
Até o momento, o ex-presidente está preso na sede da Polícia Federal (PF), em Brasília, após determinação judicial decorrente da violação da tornozeleira. A transição para regime domiciliar, segundo o entendimento dos magistrados ouvidos, permanece condicionada a mudanças no quadro de saúde e a um contexto mais seguro, distante dos riscos associados à vigilância de sua conduta.




