O réu Edualdo Moreira dos Santos foi condenado a 30 anos, dois meses e 20 dias de reclusão, em regime inicial fechado, pelo homicídio qualificado da ex-companheira Camila Brito da Silva e pela tentativa de homicídio qualificado contra o namorado dela, Rômulo da Silva Conceição. O julgamento ocorreu na quarta-feira (11), no Tribunal do Júri de Lucas do Rio Verde, a 354 km de Cuiabá.
Durante a sessão, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso. Os jurados reconheceram que o assassinato de Camila foi praticado por motivo torpe, mediante dissimulação, com uso de arma de fogo e caracterizado como feminicídio.
No caso da tentativa de homicídio contra Rômulo, também foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, dissimulação e uso de arma de fogo.
Conforme a denúncia, o crime ocorreu em novembro de 2023, na residência da vítima, no bairro Jardim Primavera. De acordo com o Ministério Público, o réu agiu de forma premeditada, inconformado com o fim do relacionamento, e teria contratado um executor para cometer o crime.
No dia dos fatos, o suspeito contratado se passou por entregador para atrair a vítima até a frente da casa. Ao sair para atendê-lo, Camila foi atingida por disparos e morreu no local.
Ao ouvir os tiros, Rômulo tentou socorrer a vítima, mas também foi alvo dos disparos. Ele conseguiu sobreviver ao se abrigar dentro do imóvel.
Após o crime, o executor fugiu e foi resgatado pelo mandante, que o aguardava nas proximidades.
O processo foi desmembrado, e o executor segue foragido. Apenas o mandante foi levado a julgamento até o momento.




