Oscar Schmidt, considerado o maior ídolo do basquete masculino brasileiro, morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, após passar mal e ser atendido no Hospital e Maternidade Santa Ana, em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa ao R7. A causa da morte não foi divulgada.
Ao longo da vida, o ex-atleta enfrentou um tumor cerebral por mais de 15 anos. Ele passou por cirurgias, além de tratamentos com radioterapia e quimioterapia. Em 2022, chegou a anunciar que havia recebido alta médica após resposta positiva ao tratamento.
Conhecido como “Mão Santa”, Oscar construiu uma carreira de destaque no basquete mundial, sendo reconhecido pela precisão nos arremessos e alto poder de pontuação. Ele é o maior cestinha da história da modalidade, com 49.737 pontos ao longo da carreira, sendo 42.042 por clubes e 7.695 pela seleção brasileira.
Revelado nas categorias de base do Palmeiras, iniciou a trajetória ainda adolescente e atuou profissionalmente por 29 anos. Pela seleção brasileira, foi um dos principais nomes da conquista do ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis, quando o Brasil venceu os Estados Unidos.
O ex-jogador também participou de cinco edições dos Jogos Olímpicos (1980, 1984, 1988, 1992 e 1996), sendo recordista de participações no basquete masculino, ao lado de Teófilo Cruz e Andrew Gaze.
Pela relevância no esporte, foi incluído no Hall da Fama da FIBA, consolidando seu nome entre os maiores jogadores da história do basquete mundial.
Após encerrar a carreira nas quadras, atuou como empresário e palestrante. Filho de militar, costumava destacar a família, a religião e o país como pilares de sua vida.
A despedida será realizada de forma reservada, restrita aos familiares. A família agradeceu as manifestações de apoio e pediu respeito à privacidade neste momento.




